Carlinhos comanda esquema de mais de R$ 1 milhão no posto da família
Depois de ser condenado a devolver recursos desviados de obras do município, Carlinhos e seu grupo político vão voltar a se explicar na Justiça para justificar os gastos exagerados com combustível em Sossego.
Os vereadores Renan, Flaviana e Pedro de Zumin protocolaram mais uma notícia de fato em desfavor do grupo chefiado pelo ex-prefeito de Sossego.
“Notícia de fato é um procedimento que resulta em denúncia criminal”, explica Renan.
No ano passado, a Prefeitura de Sossego gastou R$ 1.870.718,97 para pagar a conta no posto “Dois Irmãos”, pertencente à família do ex-prefeito.
“É público e notório que Carlinhos é o dono do posto de Sossego. Mas só aparece como sócio-administrador do posto de Cubati”, justificou Renan.
Para se ter uma ideia da desfaçatez do grupo, Renan, Flaviana e Pedro de Zumin compararam os gastos de Sossego com os de Cubati.
Na cidade vizinha, que tem mais do que o dobro de habitantes de Sossego, a prefeitura empenhou R$ 1.254.717,79 para pagar combustível no mesmo ano.
Renan revelou a diferença. “Uma cidade bem maior, ao lado da nossa, gastou meio milhão a menos para a mesma finalidade”.
De acordo com o Censo de 2022, o município de Sossego tem 3.345 habitantes. Já Cubati tem 7.580. São 4.235 pessoas a mais que residem no município vizinho.
“Só diferença é maior do que a população daqui”, confirmou Renan.
Continuidade dos desvios
A preocupação dos parlamentares é acabar com os desvios de dinheiro no posto “Dois Irmãos”.
De acordo com Renan, o esquema continua funcionando e, em 2023, o grupo de Neide e Carlinhos gastou R$ 4.086,24 para abastecer uma moto Titan.
“É um negócio inacreditável! Eles só podem estar usando gasolina pra aguar a cidade”, ironizou.
A denúncia contra os incendiários do dinheiro público foi protocolada nesta quinta-feira. Renan acredita que o MP vai transformar a notícia de fato numa ação civil pública.
“O incêndio vai ser de enormes proporções. Quando esse povo estiver condenado e devolvendo dinheiro, vai sobrar apenas a fumaça do bom direito como lembrança”, concluiu.
