quarta-feira, 27 de março de 2024

Causa própria

Prefeitura de Sossego vai torrar mais de R$ 2 milhões
com salários de políticos


Subsídio é o nome que se dá ao pagamento do salário de agentes políticos dos municípios. Entre janeiro de 2021 e dezembro de 2023, a Prefeitura de Sossego já gastou R$ 1.458.583,12 para essa finalidade.

Reunidos na câmara no dia 18 de janeiro, os parlamentares aprovaram um novo aumento pra turma do poder.

“Nessa reunião foram fixados os subsídios do prefeito, do vice-prefeito, secretários e vereadores”, explicou o vereador Renan.

Com a medida, o impacto financeiro será de R$ 2.376.000,00 durante os próximos mandatos e, os cofres públicos, começarão a sangrar a partir de 2025.

Renan foi o único vereador a votar contra a medida. “O meu voto foi contra esses aumentos”.

Detalhes
A cada ano a prefeitura desembolsa uma média de R$ 486.194,37 para pagar subsídios da prefeita e do vice-prefeito, além de seis secretários municipais.

Com o aumento, a partir do próximo mandato, a conta vai subir para R$ 594.000,00 por ano. No cálculo, Renan considerou apenas a soma dos valores mensais dos subsídios de cada agente público, multiplicada por 12 meses.

Entre 2025 e 2028, só no Poder Executivo, o custo da folha de pagamento dos políticos vai ser de R$ 2.376.000,00.

Renan contrariou a todos os vereadores de Sossego e disse que não é um aproveitador de recursos públicos.

“Isso não existe. Eu sou contra. Quem for a favor, que seja. Agora, minha visão política, não é se aproveitar do dinheiro público e, sim, de trazer melhoria de qualidade de vida para o nosso povo”.

Sem dinheiro para o básico
Neide Oliveira é a autora do projeto que turbinou os ganhos dos agentes políticos do município. Para Renan, a iniciativa da gestora é muito contraditória.

Como argumento ele lembra que, recentemente, ouviu da secretária de Saúde que a prefeitura não tem condições de contratar uma fisioterapeuta exatamente por limitação orçamentária.

“A senhora secretária de Saúde falou que o município não tinha condição de bancar R$ 2 mil reais para aumentar uma fisioterapeuta”.

Renan calculou os gastos dos últimos três anos com os subsídios da prefeita e da secretária de Saúde. Depois, comparou as despesas com o pagamento do salário da fisioterapeuta contratada pelo município.

Neide embolsou R$ 446.000,00. Vanusa, R$ 132.174,96. Já o pagamento da fisioterapeuta foi de apenas R$ 78.007,03.

Para o vereador, se Neide e Vanusa trabalhassem de graça, ainda davam prejuízo ao município.

Apesar dessa constatação, além do desserviço, a população ainda pagou R$ 578.174,96 para a prefeita e a secretária de Saúde.

“Isso é um absurdo, né?! A gente vê a necessidade do nosso povo precisando de um serviço e a gente não propor esse serviço”.

quinta-feira, 14 de março de 2024

Perseguição à família de criança autista

Renan rebate nota mentirosa de Vanusa Medeiros


Acuada com a repercussão negativa de sua ação de perseguição à família de uma criança autista no município de Sossego, a secretária de Saúde, Vanusa Medeiros, publicou uma nota mentirosa no dia 11 de março.

O documento tem o objetivo de negar os fatos ocorridos e, ainda, ameaçar a população. “É uma ação covarde e abominável”, classificou o vereador Renan.

O oposicionista volta a explicar que todas as denúncias formuladas por Joselma de Messias não só são absolutamente verdadeiras, como também estão amplamente amparadas em provas documentais.

Outros casos
Além de tudo isso, a população endossou as denúncias quando engajou a postagem de Renan e promoveu um verdadeiro debate em seu perfil no Instagram.

“Depois que publiquei o post, outras mães me procuraram e até fizeram novas denúncias no próprio Instagram”, reforçou o vereador.

Érica Silva, Samara e Soraia Silva, por exemplo, confirmaram tudo e mostram que não se trata de um caso isolado. “Ninguém denuncia uma secretária à toa. Assim como Joselma, essas mães são humilhadas todos os dias pela gestora”, explica Renan. 

Mentiras oficiais
Na nota da secretária, há a alegação que todas as dispensações de medicamentos e atendimentos médicos estão registrados nos sistemas do Ministério da Saúde.

O filho de Joselma de Messias é uma criança dependente de constantes tratamentos de saúde. Por isso, de acordo com o parlamentar, existem os registros de atendimento e dispensação de medicamentos tanto para ele quanto para a sua mãe, que também é usuária do SUS.

Renan comenta a nota e rebate Vanusa Medeiros. “Mas é claro que estão. Os sistemas do ministério não registram a falta de atendimento, as omissões e muito menos os crimes que a secretária comete na saúde do município”.

Constrangimento ilegal
O parlamentar repudia a exposição da família na nota de Vanusa Medeiros.

Para ele, apontar que os pais da criança são servidores públicos e não se enquadram na categoria de baixa renda é uma calúnia covardemente pensada para gerar constrangimento público.

Joselma e Messias ganham, juntos, pouco mais de R$ 3 mil como servidores efetivos da Prefeitura de Sossego.

Apesar disso, a conta com os cuidados médicos necessários à saúde do filho supera o valor de R$ 5.000,00 por mês.

“A renda da família não dá para pagar o tratamento do menino”, destaca Renan.

Sobre o contexto geral da nota, o parlamentar conclui com um desabafo. “Eu nunca pensei que essa administração, apesar de todas as atrocidades que comete contra o povo, fosse capaz de mobilizar escarnecedores para atacar uma mãe atípica e sua família”.

quarta-feira, 6 de março de 2024

Desumanização

Vanusa Medeiros atrapalha atendimento
de criança autista em Sossego


Maria Joselma Pereira de Souza Lima e Manoel Messias dos Santos residem em Sossego e são os pais de uma criança portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Nesta semana, a esposa de Messias procurou o vereador Renan e denunciou uma série de abusos cometidos pela administração de Sossego contra seu filho.

O parlamentar discutiu brevemente o problema durante a sessão de segunda-feira, 04 de março, na Câmara Municipal.

“Infelizmente a gestão vem massacrando a mãe desse menino”.

As denúncias feitas ao parlamentar por Joselma de Messias, como é conhecida, ofendem a dignidade de qualquer pessoa honesta do município e devem ser motivo de apreciação tanto pelo Ministério Público quanto pelo Poder Judiciário.

As denúncias
De acordo com o relato da mãe da criança, a servidora Aldenira de Oliveira Casado, reiteradamente, não entrega os medicamentos que ela procura, com receitas médicas, na farmácia básica do município.

No posto de saúde de Sossego, Joselma de Messias chega a esperar quatro horas para receber atendimento, mesmo com a criança sendo também portadora do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), o que lhe garante prioridade na rede de saúde.

Ela denuncia ainda que não recebe medicamentos para tratamento psiquiátrico, apesar de cumprir todos os requisitos exigidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em relação a encaminhamentos para médicos especialistas, nunca teve seus pedidos de consultas atendidos pela Secretaria de Saúde.

A exceção foi uma consulta com uma gastroenterologista. Mas demorou tanto que, quando a prefeitura autorizou, o filho dela já havia sido atendido numa clínica particular.

“É lamentável a situação”, resumiu Renan.

Gota d’água
Depois de todo esse sofrimento e da rotina de descaso, no dia 14 de fevereiro, o filho de Joselma apresentou um quadro de infecção urinária, foi atendido no posto de saúde de Sossego e encaminhado para o Hospital Regional de Picuí.

Ao entrar no carro para viajar, foi informada pelo motorista que ele não era autorizado a esperar pacientes após a meia-noite.

A ordem, segundo o servidor, era da secretária de Saúde, Vanusa Medeiros.

Em razão disso, após o atendimento da criança, mãe e filho ficaram sem ter como voltar de Picuí para Sossego.

No hospital, Joselma precisou recorrer a uma carona. Para voltar para casa com seu filho doente, depois de um dia exaustivo de correria, ela contou com a sensibilidade de um motorista do município de Baraúna.

Por áudio, via WhatsApp, Vanusa Medeiros se defendeu. “Em nenhum momento eu passei essa informação pra o motorista. Ele tá usando de má-fé e usando o meu nome”.

Joselma manteve sua versão. “Pois infelizmente foi a informação que o motorista me passou, viu. E foi o que ocorreu”.

Apesar disso, não se tem registro de qualquer investigação administrativa para apurar os fatos, o que pode caracterizar o crime de prevaricação.

Renan, parabenizou Joselma por seu compromisso com a saúde do filho, por sua capacidade de resistência e por sua determinação para o pleno exercício da cidadania.

“Parabéns Joselma, por não abaixar a cabeça diante das dificuldades”.

E concluiu sua fala reafirmando seu compromisso com a verdade e com a defesa do interesse público em Sossego. “Eu estou aqui para trazer a verdade e defender o nosso povo, que tanto sofre com essa gestão”.