Prefeitura de Sossego vai torrar mais de R$ 2 milhões
com salários de políticos
Subsídio é o nome que se dá ao pagamento do salário de agentes políticos dos municípios. Entre janeiro de 2021 e dezembro de 2023, a Prefeitura de Sossego já gastou R$ 1.458.583,12 para essa finalidade.
Reunidos na câmara no dia 18 de janeiro, os parlamentares aprovaram um novo aumento pra turma do poder.
“Nessa reunião foram fixados os subsídios do prefeito, do vice-prefeito, secretários e vereadores”, explicou o vereador Renan.
Com a medida, o impacto financeiro será de R$ 2.376.000,00 durante os próximos mandatos e, os cofres públicos, começarão a sangrar a partir de 2025.
Renan foi o único vereador a votar contra a medida. “O meu voto foi contra esses aumentos”.
Detalhes
A cada ano a prefeitura desembolsa uma média de R$ 486.194,37 para pagar subsídios da prefeita e do vice-prefeito, além de seis secretários municipais.
A cada ano a prefeitura desembolsa uma média de R$ 486.194,37 para pagar subsídios da prefeita e do vice-prefeito, além de seis secretários municipais.
Com o aumento, a partir do próximo mandato, a conta vai subir para R$ 594.000,00 por ano. No cálculo, Renan considerou apenas a soma dos valores mensais dos subsídios de cada agente público, multiplicada por 12 meses.
Entre 2025 e 2028, só no Poder Executivo, o custo da folha de pagamento dos políticos vai ser de R$ 2.376.000,00.
Renan contrariou a todos os vereadores de Sossego e disse que não é um aproveitador de recursos públicos.
“Isso não existe. Eu sou contra. Quem for a favor, que seja. Agora, minha visão política, não é se aproveitar do dinheiro público e, sim, de trazer melhoria de qualidade de vida para o nosso povo”.
Sem dinheiro para o básico
Neide Oliveira é a autora do projeto que turbinou os ganhos dos agentes políticos do município. Para Renan, a iniciativa da gestora é muito contraditória.
Como argumento ele lembra que, recentemente, ouviu da secretária de Saúde que a prefeitura não tem condições de contratar uma fisioterapeuta exatamente por limitação orçamentária.
“A senhora secretária de Saúde falou que o município não tinha condição de bancar R$ 2 mil reais para aumentar uma fisioterapeuta”.
Renan calculou os gastos dos últimos três anos com os subsídios da prefeita e da secretária de Saúde. Depois, comparou as despesas com o pagamento do salário da fisioterapeuta contratada pelo município.
Neide embolsou R$ 446.000,00. Vanusa, R$ 132.174,96. Já o pagamento da fisioterapeuta foi de apenas R$ 78.007,03.
Para o vereador, se Neide e Vanusa trabalhassem de graça, ainda davam prejuízo ao município.
Apesar dessa constatação, além do desserviço, a população ainda pagou R$ 578.174,96 para a prefeita e a secretária de Saúde.
“Isso é um absurdo, né?! A gente vê a necessidade do nosso povo precisando de um serviço e a gente não propor esse serviço”.


