domingo, 16 de junho de 2024

Irresponsabilidade

Sossego está de fora da Operação carro-pipa


Depois de ter perdido o Garantia-safra, agora o município de Sossego vai deixar a “Operação carro-pipa”. O comunicado foi feito pelo Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Barreiros, através de ofício encaminhado ao general Omar Zendim, no dia 06 de junho.

Pelo WhatsApp, o vereador Renan lamentou o fato. “É uma perda muito grande que a gente vai ter aí por causa da prefeitura não fez esse decreto”.

De acordo com a Portaria Interministerial nº 1/2012, para entrar ou continuar no programa, as prefeituras precisam declarar situação de emergência ou estado de calamidade pública.

Após a publicação do decreto, o município deve encaminhar o documento para o reconhecimento do governo federal.

Perda do prazo
Pelo ofício despachado por Wolnei Barreiros, não houve solicitação de reconhecimento por parte dos municípios excluídos da operação, mesmo após 15 dias do vencimento do prazo oficial.

“A zona rural da nossa cidade precisa muito desse programa. É uma necessidade muito grande”, garante Renan.

De acordo com as regras do Ministério da Integração Nacional, as famílias não podem captar água da chuva para abastecer os reservatórios atendidos pela operação.

Em razão disso, as pessoas integradas ao programa continuam dependendo da água distribuída pelo Exército Brasileiro.

“As cisternas cadastradas pelo exército... Eles não permitem que seja colocada a bica”, explica o vereador.

Prejuízo
Em Sossego a Operação carro-pipa contava com o apoio de quatro caminhões. Sem eles, a prefeitura vai precisar distribuir a água para a população atendida pelo governo federal.

“Infelizmente houve a negligência da nossa prefeitura de não fazer essa declaração. E a nossa população é quem fica prejudicada com tudo isso. É lamentável essa situação”, concluiu Renan.

A preocupação do parlamentar agora é com o abastecimento d’água para essas pessoas em Sossego. “É uma água potável que o Exército fornece. E ajuda várias famílias do nosso município”.

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Debate

Em defesa dos garis, Renan rebate Júnior Gomes


Ao comentar um caso de desrespeito aos agentes de limpeza pública, ocorrido na garagem da Prefeitura de Sossego, o vereador Renan foi equivocadamente confrontado pelo presidente da Câmara, Júnior Gomes.

“Eu também venho falar aqui sobre um caso que aconteceu na garagem. Foi um desrespeito com os garis de nossa cidade. Um funcionário público quebrou a garrafa por motivo que os garis beberam o café nessa garrafa”.

Renan falava sobre a necessidade de punição ao servidor que cometeu o ato de desrespeito, e disse que os garis precisavam de uma voz em defesa da categoria.

“Eu estou aqui em defesa desse povo carente, que precisa de uma voz em defesa dele. Que, infelizmente, ficou por isso mesmo, né?”

Fora de foco
Júnior Gomes, para isentar a prefeitura do dever de apurar o fato e punir o responsável, trocou as bolas e botou uma pauta nacional em cima de um problema local. 

“É muito bonito. Parabéns aos garis. Eu defendo os garis. Faça como a gente fez. Vá até autoridades maiores pedir pra que ele vote a favor dos garis. Isso a gente fez. Eu, a prefeita, Diego em nome de todos os vereadores”.

Pelo WhatsApp, Renan lembrou que o Projeto de Lei 4.146, de 2020, que regulamenta a profissão de trabalhador essencial de limpeza urbana, é de autoria de deputados federais.

“Isso aí depende do governo federal, né?”

O mais interessante é a contradição. Ao misturar “Bebé com Tomé”, o próprio presidente disse que representou todos os vereadores em Brasília. Portanto, Renan também foi representado por quem o acusou de omissão.

Se essa fala contraditória de Júnior ainda não for suficiente para esclarecer a questão, o presidente reforçou que a representação de todos os vereadores foi destacada pelo deputado que o recebeu na capital federal.

“Se se vocês verem o vídeo, o deputado diz: ‘estou aqui com o presidente da câmara’. Quando ele diz ‘o presidente da câmara’, ele diz todos os vereadores”.

Mudança de regime jurídico
Também pelo WhatsApp, Renan explica que Júnior deveria ter ficado ao lado dos garis e dos funcionários públicos quando a Prefeitura de Sossego apresentou o projeto de mudança do regime jurídico dos servidores do município.

“Na hora que os garis precisaram de defesa, foi no tempo dessa mudança, não só dos garis. Foi no tempo da mudança do regimento, que ele era pra ter votado contra e votou a favor”, argumentou Renan.

Por causa disso, o vereador Renan é enfático em sua conclusão. “Quando era pra defender o gari, defender o funcionário público, ele não defendeu”.

Impunidade local
Em relação ao problema da garrafa de café, Renan lamentou a omissão dos vereadores e disse que é preciso respeitar todos os trabalhadores do município.

“Mas eu estou aqui repudiando esse ato. Que não aconteça mais e tenha respeito por todos os funcionários do nosso município”.