Renan rebate mentiras de Carlinhos: “Quem comete crime é criminoso”
Sentindo o peso da opinião pública favorável ao trabalho investigativo do vereador Renan, o ex-prefeito Carlinhos foi à Rádio desconversar sobre suas condenações na Justiça.
Durante o programa Conexão Sossego, o ex-gestor atacou os promotores que o denunciaram e os juízes que o condenaram em dois processos recentes.
“O Ministério Público lá de Cuité, junto com o juiz de Cuité, entendeu (sic) que eu não fiz licitação, apenas dispensa. E entendeu que eu deveria fazer licitação e não fiz. Mas aí entendeu (sic) que o valor era baixo, mas mesmo assim me condenou à devolução desse dinheiro”.
Provas e contraponto
Renan rebate. “É mentira. Na verdade o caminhão foi alugado só no papel. O Ministério Público fez uma diligência e constatou que o veículo estava parado há 18 meses. O próprio Carlinhos confirmou”.
Veja o que disse o juiz Fábio Brito de Faria, na sentença que condenou o ex-prefeito de Sossego.
“(...) após denúncias de irregularidade na contratação o Ministério Público empreendeu diligências e no dia 18/08/2013 o oficial ministerial foi recebido pelo próprio prefeito que afirmou que o caminhão estava parado há mais de 18 meses sem funcionar. Na oportunidade o caminhão foi fotografado em péssimo estado de conservação sem nenhuma condição de funcionamento. Argumentou que pelas afirmações do prefeito o município pagou a locação por pelo menos 11 meses sem nenhuma contraprestação de serviço”.
Carlinhos quer que uma sentença juridicamente motivada, de um juiz imparcial, seja desacreditada por sua fala cínica e hipócrita. “Foi algo que eu não desviei dinheiro. Pelo contrário. Eu economizei dinheiro do município”.
“O povo de Sossego sabe que não se trata de uma condenação por ter economizado recursos, como diz o ex-gestor. A condenação de Carlinhos foi por desvio de dinheiro da prefeitura para o bolso dele”, explicou Renan.
Justiça Federal
Em relação à sentença do juiz federal Vinícius Costa Vidor, Carlinhos mentiu mais uma vez.
Em relação à sentença do juiz federal Vinícius Costa Vidor, Carlinhos mentiu mais uma vez.
Ao motivar a condenação, o magistrado escreveu que o ex-gestor creditou valores à empresa Mimozza Construção LTDA, mas usou máquinas da prefeitura para realizar o serviço.
Na versão fantasiosa do aliado de Neide Oliveira, ele foi condenado por ter economizado recursos da Prefeitura de Sossego.
“O juiz de Campina Grande entendeu que a gente favoreceu a empresa porque passemos (sic) três... quatro horas de máquina pra fazer esse calçamento”.
Carlinhos também foi condenado por ter abandonado a obra da quadra localizada na Rua Ascendino de Melo.
Observe o que disse o juiz na sentença. “[...] em vistoria realizada no município no ano de 2017, verificou-se que a obra foi abandonada, estando a construção inacabada e paralisada, apenas com os alicerces erguidos. Em 2021, realizada nova vistoria, verificou-se o mesmo estado de paralisação da obra, indicando que todo o recurso investido foi desperdiçado”.
Dez anos de abandono
O parlamentar foi até a obra mencionada na sentença. “Eu tô dentro da quadra mencionada pelo juiz. Ela continua inacabada. Todos sabem disso em Sossego. Mas o que o pessoal não sabe é que esse esqueleto custou mais de 150 mil reais no ano de 2013. Esse ano completa 10 anos e essa obra continua no mesmo estado”.
O parlamentar foi até a obra mencionada na sentença. “Eu tô dentro da quadra mencionada pelo juiz. Ela continua inacabada. Todos sabem disso em Sossego. Mas o que o pessoal não sabe é que esse esqueleto custou mais de 150 mil reais no ano de 2013. Esse ano completa 10 anos e essa obra continua no mesmo estado”.
Renan fez um desafio. “Carlinhos, prove que isso aqui é tudo mentira. Prove que eu, os promotores e os juízes estamos errados”.
E concluiu. “Entenda uma coisa: quem faz caridade é caridoso. Mas quem comete crime, é criminoso”.
