Festa de emancipação de Sossego custa R$ 163 mil e acaba
com spray de pimenta no público
O que era pra ser uma comemoração cívica acabou se transformando num motivo de frustração. A festa de emancipação política de Sossego vai ficar na história como exemplo de desorganização, desrespeito e violência institucional.
Durante os shows do dia 27 de abril, o público foi enganado pela prefeitura e por um dos artistas contratados. Em razão disso, acabou voltando pra casa sem fôlego e com os olhos ardendo.
Isso porque o cantor Thiago Freitas, ao atrasar sua apresentação, comprometeu a dinâmica do evento e impediu a participação de Alexandre Nery, terceiro show programado para a noite.
Omissão da prefeitura
Presente na festa, o vereador Renan explicou que Thiago Freitas encerrou a apresentação antes do horário contratado pela Prefeitura de Sossego.
“O Thiago Freitas demorou demais a chegar. Quando veio tocar, já era mais de 01h30 da noite. Aí só tocou 40 minutos”.
Renan acredita que a prefeitura tinha um horário estipulado pela Polícia Militar para encerrar o evento.
“Todo mundo esperando a terceira banda e ninguém avisou nada que não ia ter mais, devido ao horário, essas coisas”.
Dispersão com spray de pimenta
Em razão da falta de orientação por parte da prefeitura, tanto o público quanto os policiais ficaram sem saber que os shows estavam encerrados imediatamente após a apresentação de Thiago Freitas.
Com a permanência das pessoas na rua, além do horário programado, os policiais jogaram spray de pimenta no local e acabaram intoxicando o público do evento.
“Todo mundo saiu revoltado por essa atitude que os policiais tomaram”, disse Renan.
Um dos participantes da festa falou com Renan e expôs o sentimento geral da população. “É uma falta de respeito. Aqui tem pai de família”, desabafou.
O vereador Renan lamenta o ocorrido e cobra explicações à Prefeitura de Sossego.
Custo do evento
Além disso, o parlamentar revela que Neide Oliveira gastou R$ 163.000,00 com as três apresentações programadas para a festa.
Thiago Freitas cobrou um cachê de R$ 100.000,00. Segundo Renan, o dinheiro saiu da Educação e, em breve, ele vai dar mais detalhes sobre o processo de inexigibilidade de licitação.
