Renan descobre rachadinha na Câmara
de Sossego e é perseguido por Manuel Biá
de Sossego e é perseguido por Manuel Biá
Constrangidos pela atuação do parlamentar, vereadores situacionistas prepararam uma emboscada para tentar silenciar um mandato que age, absolutamente, dentro da legalidade.
“Eu vou ser cassado mesmo. É um julgamento político. Mas isso será revertido pela via judicial”, garante Renan.
O mais recente incômodo gerado entre os vereadores da base da prefeita é uma denúncia de rachadinha no gabinete do atual presidente da câmara entre os anos de 2021 e 2024.
Renan explica como soube do esquema. “Infelizmente eu constatei esse possível crime após ser procurado por um ex-servidor da câmara”. E adianta. “Agora eu vou mostrar pra população uma das razões que motivam a perseguição ao meu mantado”.
Provas
Munido de comprovantes de depósito, Renan argumenta que o vereador Manuel Biá exigia a devolução de parte do salário do seu chefe de gabinete enquanto presidiu a câmara no biênio de 2021 e 2022.
“O servidor me garantiu que devolveu parte do salário desde o primeiro mês que trabalhou na câmara e só parou de fazer os depósitos no último mês de contrato”, revelou o vereador.
Renan obteve uma parte dos comprovantes de depósito e espera que o sigilo bancário de Manuel Biá seja quebrado pela justiça para ter conhecimento da totalidade dos valores devolvidos no suposto esquema de rachadinha.
De acordo com o assessor foram feitas devoluções de todos os meses de trabalho. Mas uma parte significativa do dinheiro foi entregue em mãos.
A expectativa de Renan é que o Ministério Público apure a denúncia e, a Justiça, ordene a quebra do sigilo bancário do atual presidente para conhecer a extensão do provável dano causado às finanças da câmara.
Valores
Os vencimentos do servidor nos 42 meses de contrato totalizaram R$ 41.509,00. Ele entregou a Renan comprovantes de R$ 3.200,00 referentes a devoluções dos salários dos meses de novembro e dezembro de 2022.
“Algumas devoluções, de acordo com o denunciante, foram feitas em dinheiro vivo”, disse o parlamentar.
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Munido de comprovantes de depósito, Renan argumenta que o vereador Manuel Biá exigia a devolução de parte do salário do seu chefe de gabinete enquanto presidiu a câmara no biênio de 2021 e 2022.
“O servidor me garantiu que devolveu parte do salário desde o primeiro mês que trabalhou na câmara e só parou de fazer os depósitos no último mês de contrato”, revelou o vereador.
Renan obteve uma parte dos comprovantes de depósito e espera que o sigilo bancário de Manuel Biá seja quebrado pela justiça para ter conhecimento da totalidade dos valores devolvidos no suposto esquema de rachadinha.
De acordo com o assessor foram feitas devoluções de todos os meses de trabalho. Mas uma parte significativa do dinheiro foi entregue em mãos.
A expectativa de Renan é que o Ministério Público apure a denúncia e, a Justiça, ordene a quebra do sigilo bancário do atual presidente para conhecer a extensão do provável dano causado às finanças da câmara.
Valores
Os vencimentos do servidor nos 42 meses de contrato totalizaram R$ 41.509,00. Ele entregou a Renan comprovantes de R$ 3.200,00 referentes a devoluções dos salários dos meses de novembro e dezembro de 2022.
“Algumas devoluções, de acordo com o denunciante, foram feitas em dinheiro vivo”, disse o parlamentar.
No biênio seguinte, o funcionário deixou a chefia de gabinete e foi investido no cargo de assessor parlamentar. Ele recebeu R$ 34.875,30 no período e entregou comprovantes de devolução de R$ 8.150,00.
Pelo menos dois pagamentos via Pix foram feitos à filha do vereador Manuel Biá.
Nos meses de abril e junho de 2023, os comprovantes em posse do mandato, estão no nome de Mariana Nilene Farias Ferreira. A soma dos documentos totaliza R$ 1.000,00.
Folha de pagamento
A denúncia feita a Renan pelo ex-assessor de Manuel Biá, também pode revelar uma prática aparentemente comum entre os demais parlamentares de Sossego.
Indicações a cargos comissionados na câmara não seguem um critério técnico e são feitas, geralmente, durante a votação para a presidência.
“A folha é alta. Uma investigação mais ampla pode mostrar o tamanho real dessa possível fraude e comprometer mais vereadores da base governista”, acredita Renan.
Levantamento feito pela assessoria do parlamentar nos dados de transparência do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), mostrou um crescimento muito alto na folha de pagamentos da Câmara Municipal de Sossego nos últimos oito anos.
Renan confirma o salto. “Passamos de R$ 425.631,99 no ano de 2017 para R$ 669.958,81 em 2024”.
Entre 2017 e 2024 a câmara gastou R$ 4.019.987,87 para pagar servidores comissionados e vereadores. Só a folha de comissionados totalizou R$ 772.047,87.
Renan faz um questionamento: “Se existe rachadinha nos gabinetes dos vereadores de situação, como provavelmente existe no caso do vereador Manuel Biá, quanto custa essa fraude para o município de Sossego?”
A resposta, de acordo com o vereador, só poderá ser dada pelo Ministério Público e pelo Judiciário.
Cassação política
Na cabeça dos vereadores de Sossego quando parlamentares da oposição fiscalizam e mostram provas de condutas legalmente erradas, isso é desrespeito aos colegas.
Renan garante que, se os votos que recebeu e foram reconhecidos por sua diplomação após o processo eleitoral não tiverem validade jurídica, a arapuca política da cassação terá um efeito definitivo sobre o seu mandato.
Mas se a lei ainda tiver algum valor em Sossego, ele diz que a história será outra. “Os vereadores que eventualmente praticaram rachadinha é quem devem estar preocupados com cassação”.
Antes de finalizar, o vereador reafirma o seu dever. “Minha função é fiscalizar e comunicar os problemas aos órgãos de controle externo. Daqui pra frente é com o Ministério Público e com o Judiciário. Eu confio nos dois”.
